Sombras no Vale Cinzento – Prólogo Parte 1

Sombras no Vale Cinzento – Prólogo: Ataque à Água Ruidosa

Eu olho para a estrada no sopé da colina após os campos, e me lembro da época em que pessoas passando por ali eram comuns. Hoje, não passa de uma lembrança de um passado distante, quando as estradas ainda eram seguras.

Berend Tandar — Mirtul, 1479

5 de Mirtul de 1479, O Ano Daquele que Não tem Idade

O dia amanheceu tranquilo: o céu estava cheio de nuvens, mas não tapavam o sol, a grama estava pontilhada com gotículas de orvalho da madrugada e o vento soprava calmo. Este ano o inverno passou rápido, no entanto a primavera não está muito fértil, dificultando a vida de todos.

Os habitantes da pequena vila de Água Ruidosa cuidam de suas vidas, que ultimamente tem sido cada vez mais difícil. As estradas estão mal cuidadas, cheias de bandidos e monstros. As caravanas mercantes demoram a chegar em seus destinos, devido às más condições das estradas e à falta de guardas para patrulharem-nas.

O halfling Marsh Laval, o proprietário da Taverna do Caneco Verde, servia seus clientes costumeiros, sem imaginar que mais tarde ele teria a maior agitação de sua vida bem ali, na frente de sua taverna. O taverneiro aguardava ansiosamente a chegada de Berend Tandar, um anão cervejeiro que sempre traz sua cerveja artesanal para o halfling.

Foi quando entrou em sua taverna um tiefling que se mostrou um aventureiro, ele fazia perguntas sobre dragões e lugares míticos. Após algum tempo entraram também um draconato, uma elfa e um eladrin, todos com tipos de aventureiros e que viajaram longas distâncias. A conversa estava amigável, excetuando o eladrin, que ficou em uma posição desfavorável. Conversavam regados a hidromel barato e a cerveja da melhor qualidade de Berend, que havia chegado e se juntado ao grupo no bar.

Não muito longe dali, uma criatura pequena caminha pela floresta. Ela tem braços alongados e curvados, de pele esverdeada e orelhas pontiagudas, a boca grande cheia de dentes amarelos, segurando um bastão ornado de pequenos crânios, com um crânio vazio de uma criatura reptiliana sendo utilizado com elmo. Ela guia um grupo de guerra, com criaturas semelhantes, todas armadas com lanças e azagaias. Goblins.

Um deles grunha para outro em seu idioma próprio, um dialeto que mistura várias línguas, incluindo anão e gigante. Ambos são reprimidos pelo líder, que parece ser mais inteligente que os demais. Ele aponta para uma vila murada, na confluência de dois rios, abaixo da floresta onde estão. Três deles carregam um barril pesado de madeira, reforçado com tiras de ferro. É possível enxergar uma antiga inscrição, quase completamente apagada, do que parece ser a origem deste barril, ao lado de uma data: Martelo, 1359.

Eles se esgueiram rapidamente, parecem saber dos pontos cegos da patrulha de Água Ruidosa. Os três que carregam o barril o colocam encostado na muralha de alvenaria. Se afastam correndo e gritando, quando uma enorme explosão se irrompe do barril, com um barulho estrondoso, como o de um trovão, rechaçando boa parte da muralha, lançando para os ares grandes blocos de rocha da muralha.

Os goblins avançam furiosamente, aproveitando o momento de desespero da população que estava no Largo Sul. Alguns arremessam suas azagaias nos aldeões, enquanto outros os atacam com suas pequenas lanças, porém mortíferas. O que parece ser o líder sorri enquanto assiste o caos que se forma.

Os aventureiros ouvem o estrondo e partem imediatamente para fora, já empunhando suas armas, esperando o pior.

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