O RPG no Início de 2013

Não faço a menor ideia (oficialmente) de como anda o cenário de RPG no Brasil e no Mundo, mas pelo que estou observando não anda muito bem. Vários blogs de RPG que acompanhava não existem mais ou estão parados há muito tempo, não há mais eventos de grandes proporções, as grandes livrarias estão retirando a sessão RPG de suas prateleiras e as lojas também não andam fazendo muita divulgação, as menções nas grandes mídias estão cada vez mais escassas e jogadores cada vez mais divididos e esquecidos.

O RPG é um mercado, isto é fato, e as grandes empresas que dominam o gênero estão se fechando em um círculo restrito, onde apenas os mais atentos perceberão as mudanças e os novos lançamentos.

O RPG nunca irá morrer, mas será cada vez mais difícil adquirir novos produtos, tendo de recorrer aos importados e o material traduzido será cada vez menor. O RPG sempre seguiu em meio às margens de coisas maiores, como games, cinema ou literatura, mas sempre seguiu firme, mas gora está se distanciando, resta esperar para saber como será o ano de 2013 para o RPG no mundo, mas principalmente no Brasil.

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Como Quase Ganhei a Promoção Natal de Ferro

O blog A Taverna do Goblin em parceria com a Riachuelo Games criaram uma promoção chamada Natal de Ferro, que premiaria os criadores das melhores frases do tema. Obviamente participei, assim como toda a blogosfera e amigos RPGistas que gostam de tudo quanto é tipo de jogo. E para a minha surpresa, me sagrei vencedor do primeiro lugar e levaria para casa 3 kits dos Guerreiros de Ferro.

E acontece que 4 meses depois eu não ganhei nada! Em contato com o responsável pelo blog, ele me informou que haviam enviado para um número errado, e então a encomenda retornou, mas que estariam enviando novamente. informei novamente os dados e nada. Enviei um email para o dono da Riachuelo Games, Antonio Marcelo a pedido do Fernando, que me informou que os itens já haviam sido enviados, mas não possuía o código para rastreio. E até hoje não tive nenhum contato. Nem com O Goblin e nem com o Marcelo. No mínimo um pedido de desculpas, talvez publicamente e esclarecimentos.

Este foi um caso a parte, pois outras promoções que ocorreram, todos os vencedores receberam os prêmios. Desta vez a Lei de Murphy foi sacana comigo!

Essa é minha história de como achei que havia ganhado minha primeira promoção da minha vida.

Update: O Antônio Marcelo, dono da Riachuelo Games, interviu pessoalmente e enviou meu prêmio, demonstrando muito respeito e interesse. Meu muito obrigado publicamente! E assim que montar e pintar farei uma resenha!

Ganhei a Promoção Natal de Ferro

A Taverna do Goblin, junto com a Riachuelo Games me escolheram vencedor do concurso Natal de Ferro, e levei 3 Kits dos Guerreiros de Ferro!

Com essa armadura eu destruo!

Agora só falta chegar, que já vou começar a jogar e fazer uma resenha!

Os Motivos da Minha Ausência

Já faz mais de um mês desde meu último post no blog, mas isso tem uma explicação. Tirei o mês de novembro para descansar e curtir minhas merecidas férias, aproveitando meu tempo com assuntos pessoais pendentes, como terminar os jogos que estava querendo, ler os livros que ainda não foram lidos, viajar, jogar RPG e rever alguns amigos e parentes. Além disso, tentei ficar menos tempo online, para aproveitar as pequenas e belas coisas da vida, por exemplo um almoço apreciado com calma e tranquilidade, sem hora para acabar e ouvir música — apenas ouvir música. Essa multifuncionalidade da vida moderna tem os lados bons e os ruins, já fazia muito tempo que não fazia uma coisa de cada vez, para sentir o gosto do que eu fazia, e isso me motivou a dar a devida importância para o que faço.

Não foi numa dessas que descansei…

Quero agradecer às pessoas que passaram por aqui no blog e que leram os meus posts, e também por compreender essas nuances do mundo real. E digo que ainda virão muitos posts para todos os RPGistas que gostaram deste humilde blog, que é bem simples, mas feito com carinho.

Aproveito também para agradecer a indicação que o Pergaminhos Dourados fez do blog, na sessão de novos blogs de RPG.

Meu Início no RPG

Meu Início no RPG

O ano era 1.999 e eu tinha apenas 11 anos de idade quando conheci o RPG, e ele me cativou tanto, mas tanto, que daquele dia em diante, eu nunca mais parei de jogar.

Por ser filho único, minha infância foi marcada por brincar sozinho em casa, jogar Video Game, assistir desenhos e filmes, e ler revistas em quadrinhos — principalmente, Turma da Mônica e Homem-Aranha. Sempre que fazia alguma dessas coisas, eu me imaginava no lugar do herói ou de algum outro personagem que gostasse, vivendo minhas próprias aventuras, ganhando mais poderes e habilidades, e salvando o mundo inteiro no final — ou o universo!

Foi então que meu amigo Marco Antônio me apareceu carregando um livro com um monstro na capa, que havia sido trago por um primo de uma viajem à capital Belo Horizonte, intitulado Advanced Dungeons & Dragons First Quest — Livro de Monstros e Tesouros. Fiquei muito interessado, mas também, com um título épico desses, quem não se interessaria? Ele me disse que era um jogo de RPG, onde era possível criar seu próprio personagem e matar aqueles monstros e encontrar os tesouros do livro. Quando o folheei, fiquei absorto com seu conteúdo, todo colorido e cheio de ilustrações muito bonitas — para a época. Chamou-me a atenção o limo cinzento, com seus tentáculos e olhos malignos, eu queria derrotá-lo em uma luta digna de filmes.

Combinamos de jogar, ele iria mestrar — termo que fui entender muito depois — e eu iria criar meu personagem, do jeito que eu quisesse. Lembro-me que criei um mago que usava uma katana e tinha um golem feito de espadas! — ah… o AD&D. Quando começamos a jogar, o mundo que eu conhecia caiu. Os jogos eletrônicos se tornaram infinitamente limitados, os desenhos perderam a graça, pois no RPG, eu podia fazer o que quisesse! Criar minha própria história! Decidir minhas ações! Aquilo era o máximo que uma criança como eu podia desejar.

Não comecei com estes, mas gostaria

Mas nem tudo são flores, descobri que, como na vida e nos jogos, nem sempre dava tudo certo, e para representar esta aleatoriedade, usávamos os dados e eles eram traiçoeiros, principalmente o místico d20, que dava “1” nos piores momentos.

Por anos jogamos apenas com aquele suplemento, pois na minha cidade — Nova Serrana — não tinha livraria e nem banca de revistas. Quando chegou a primeira banca aqui, conhecemos a revista Dragão Brasil, que iria nos abrir o caminho para criarmos nossos próprios monstros, magias e itens.

Então o AD&D se tornou D&D, passamos a estudar de manhã e começamos a ganhar mesada. Nosso grupo juntou dinheiro por 3 meses, sem gastar com balas, doces ou revistinhas para podermos comprar nosso primeiro RPG completo. Nós fomos para a capital e compramos os três livros básicos e uma aventura, e na volta para a casa, no ônibus, eu fiquei com o Livro do Mestre nas mãos lendo e decidi que iria mestrar e criar as aventuras para os jogadores.

E foi assim que começou minha vida no RPG, sem maldades, sem paranóia, sem repressão dos pais, mas ao mesmo tempo com muita amizade, companheirismo e, principalmente, diversão!