Joguei o D&D 5ª Edição (D&D Basic)

Joguei o D&D 5ª Edição (D&D Basic)

Joguei a primeira sessão usando o novo conjunto de regras do Dungeons & Dragons (o RPG mais amado e odiado do mundo), que era conhecido como D&D Next, mas acho que o nome que vai colar é 5ª Edição mesmo.

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A Wizards of the Coast, disponibilizou para download gratuito um pdf intitulado D&D Basic (baixe aqui), que contém as regras básicas para 4 classes, (Clérigo, Guerreiro, Ladino e Mago) e 4 raças (Anão, Elfo, Halfling e Humano). Essas regras são completas, porém básicas, ou seja, tem tudo o que um grupo necessita para avançar até o 20º nível, porém com opções limitadas. O pdf será expandido até o final do ano para incluir mais algumas opções que serão lançadas posteriormente, como itens mágicos e monstros.

A criação de personagens foi excelente, mais rápida, fácil e simples que as edições anteriores. O sistema de rolar dados para caracterizar detalhes dos personagens é muito divertido e os jogadores adoraram. Equipamentos, habilidades e magias também foram muito bem explicadas e simplificadas e estão muito equilibradas mecanicamente e mais voltadas para interpretação.

O combate foi como todo D&D deveria ser, divertido, rápido e mortal. Todos devem ser cautelosos, ou as coisas podem ficar muito feias. Os pontos de vida estão equilibrados com os inimigos e ataques, as magias são realmente magias, fazem coisas muito interessantes e visuais. O sistema de combate pode ser utilizado sem o mapa, o que fizemos e a experiência foi muito gratificante e divertida.

Enfim, este novo D&D está muito mais voltado para a interpretação que os anteriores, com algumas inovações muito bem-vindas, como várias regras opcionais, sistema simples de vantagem e desvantagem, simplificação das regras e combates, e design também muito bonito e inovador. O D&D tem tudo para agradar novos e antigos fãs, e para atrair novos jogadores para o D&D e também para o RPG, um hobby que é tão querido por todos.

Resenha: Mago: O Despertar

Resenha: Mago: O Despertar

Recentemente adquiri o que posso chamar de um dos melhores RPGs de ficção moderna que já li: Mago: O Despertar. Agora veja os meus motivos nesta humilde resenha.

A começar pelo visual e mateiral. Dizem quem nunca se pode julgar um livro pela capa, mas é impossível não tirar nenhuma conclusão antecipada apenas ao olhar para ela. Feita com material de altíssima qualidade, é linda de se ver, com cores exuberantes e toque texturizado com verniz localidado fazendo um desenho de um pentagrama. O miolo é muito bem feito e é impresso com as cores preta e dourada com uma excelente diagramação e fontes de um bom tamanho.

O livro começa com contos para deixar o leitor no clima do mundo, que cumprem muito bem esse papel. No deccorer do livro você vai sendo tragado cada vez mais pela rica mitoligia que ele contém. Na parte das regras, são sólidas e de fácil adaptação, deixando uma grande liberdade tanto para os jogadores quanto para o Narrador. Outro ponto positivo é a maneira como foi explicada a história e o decorrer do tempo no mundo, facilitando ainda mais a imersão dos jogadores.

Ponto negativo é o alto preço de capa, o mais alto no mercado brasileiro, e que é necessário o Mundo das Trevas para poder jogá-lo, mas pela bagatela de R$ 105,00 o mínimo que se espera é a qualidade superior que ele possui. Veja abaixo algumas fotos e mais detalhes do mesmo.

Capa com o verniz localizado
Capa muito bonita
Páginas internas
Página "torta" pela magia
  • Mago: O Despertar
  • Devir Livraria
  • Formato: 21 cm x 28 cm
  • Capa: capa dura, 6 cores, laminação fosca e verniz
  • Miolo: 400 páginas, impresso com 2 cores
  • Preço: R$ 105,00

Concluindo, é um livro épico, que impressiona qualquer um que venha a olhar e ler. É realmente um alto preço, mas é um livro para a vida toda.

Minhas Considerações Sobre o D&D Insider

Site D&D.

O Franciolli, do blog Trampolim RPG, gentilmente permitiu que eu dividisse sua assinatura anual do D&D Insider, que é o sistema de conteúdos adicionais pagos para D&D pelo site da Wizards, que inclui programas, aplicativos e revistas digitais.

Depois de pouco mais de um mês usando, posso dizer que gostei, mas não é tudo isso que falam (ainda). Foram anunciados vários aplicativos que deixarão muito melhores a vida de jogadores e Mestres de RPG, mas que não foram lançados. O que temos hoje são: duas revistas digitais — a Dragon, voltada para jogadores e a Dungeon, para Mestres; aplicativo de criação de personagens — Character Builder e monstros — Monster Builder; e uma compilação digital das regras — o D&D Compendium. O que ainda deve ser lançado: visualizador 3D de personagens e mesa virtual de D&D e mais algumas coisas que não foram anunciadas.

O DDI hoje é uma excelente pedida se você entende inglês, nem precisa ser 100%, dá pra levar numa boa com um dicionário tradutor aberto no navegador. Uma conta dá acesso para até 5 pessoas, ou seja, um grupo de D&D típico pode compartilhar a assinatura, deixando preço — que não é tão caro assim — mais leve.

Aplicativos abertos.

Estou gostando muito de ser assinante, mesmo não tendo o tempo suficiente para ler tudo que sai, e pretendo continuar sendo assinante por muito tempo, pois o que hoje é bom, amanhã pode se tornar excelente!

Resenha: DU4 — Arcane Towers

Comprei os tiles mais recentes lançados pela Wizards, o DU4: Arcane Towers pela Moonshadows e gostei (ainda mais) do que vi nesse kit, confira.

Design mais limpo.
Design mais limpo.
Contracapa.
Contracapa.
Salas e corredores circulares!
Salas e corredores circulares!
Adorei este laboratório!
Adorei este laboratório!
Destacando os tiles.
Destacando os tiles.
Poderiam ter utilizado melhor o espaço.
Poderiam ter utilizado melhor o espaço.

Já havia feito uma resenha com os outros Dungeon Tiles, e este é ainda melhor que os anteriores, com um design mais bem elaborado e consistente. No entanto, achei que poderiam ter utilizado melhor o espaço dos moldes, que ficaram com uma sobra de material.

Resumindo, é um ótimo adendo para qualquer campanha de Dungeons & Dragons!

Resenha: O Mundo das Trevas (Reimpressão)

Adquiri o livro O Mundo das Trevas, da Devir Livraria, licenciado pela White Wolf, e vou falar um pouco do RPG em si e do livro propriamente dito.

MdT Reimpressão.
MdT Reimpressão.

Todos nós já tivemos um dia, ou uma noite dessas, a impressão de que há algo de errado com o mundo, de que nem tudo é o que parece ser. Somos espertos demais para acreditar em magia, criaturas sobrenaturais e superstições primitivas. Mas à noite, quando as sombras se alongam e o vento ulula, estremecemos e lembramos que talvez nossos ancestrais tivessem bons motivos para temer as trevas.

Descrição na contracapa do livro.

Storytelling é um sistema de RPG que enfatiza mais a interpretação de personagens em detrimento de jogadas de dados, possibilitando um desenvolvimento incrível de suas habilidades narrativas e de interpretação. A mecânica consiste no uso de dados de 10 faces e sua matemática é simples e intuitiva.

O cenário é o prato principal e ele supõe que seres sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, magos e fantasmas, vivem escondidos entre os humanos, que os usam como peões em uma intrincada guerra de poder político e social. Quando vou explicar o Mundo das Trevas, exemplifico-o como uma mistura de Matrix e Blade, sem as apelações tecnológicas.

Coparativo de capas: o antigo é o da esquerda.
Coparativo de capas: o antigo é o da esquerda.

Em relação à edição anterior (3ª edição), chamada de Storyteller, o sistema evoluiu muito, gerando uma maneira mais consistente e genérica em lidar com jogadas de dados e testes matemáticos. Com um padrão fixo, o trabalho de gerenciar os testes gira apenas em torno das consequências de sua falha ou fracasso e à aplicação das habilidades dos personagens de uma maneira narrativa e verossímil.

A primeira edição do livro, lançada em 2007, não condizia graficamente com a versão estadunidense, e continha alguns erros que prejudicavam a mecânica e o desenvolvimento do jogo. Nesta reimpressão, com uma nova capa, diagramação mais consistente e a correção dos erros tanto mecânicos como gramaticais, o torna, tecnicamente, um dos melhores livros de RPG  do mercado brasileiro.

Ilustrações dão o clima.
Ilustrações dão o clima do cenário.

As ilustrações são muito bonitas e bem colocadas e, aliadas com os textos, conseguem transmitir muito bem a sensação de horror do cenário. A capa tem um tratamento especial, com sua maior parte fosca e o logotipo do sistema com um verniz brilhante. O preço estimado está na média de livros de RPG com capa dura (R$ 55,00) e vale muito a pena sua aquisição.

Contracapa.
Contracapa.

Resenha: Dire Tombs e Ruins of the Wild

Resenha: Dire Tombs e Ruins of the Wild

Comprei dois Dungeon Tiles na D3 Store, o Ruins of the Wild e o Dire Tombs, que chegaram ontem aqui em casa. Vejam as fotos que tirei dos produtos abaixo.

Acabei de tirar do pacote
Acabei de tirar do pacote.
São bem grossos
São bem grossos.
Os tiles vêm grudados, é só você destacar
Os tiles vêm grudados, é só você destacar.
Casa na floresta
Casa na floresta.
Esqueletos e terreno difícil
Esqueletos e terreno difícil.
Tumbas soterradas
Tumbas soterradas.
Vou usar essas para serem uma pirâmide no deserto!
Vou usar essas para serem uma pirâmide no deserto!
Enterradas na areia
Enterradas na areia.

O produto é de excelente qualidade e vale pelo preço que paguei, R$ 25,00. Os tiles são de um papelão bem grosso e resistente, porém deve-se tomar cuidado com as bordas, pois são pontos vulneráveis. As ilustrações feitas por Jason Engle são muito bonitas e dão o clima do D&D.

Agora é partir para o teste com meus jogadores!

E vocês? Usam os Dungeon Tiles? O que usam para representar o terreno? Comentem!